Pesquisa não é excesso. É critério
Pesquisa de mercado não exige ver tudo, mas observar quem define o rumo. Tendências nascem nas marcas que criam, não nas que repetem
Sempre ouvi que pesquisa de mercado exige ver tudo.
Visitar todas as lojas.
Percorrer todas as feiras.
Fotografar cada detalhe.
Nunca me convenceu.
Sempre tive aversão ao desnecessário.
O que chamam de preguiça, eu chamo de recusa ao ruído.
No mestrado, aprendi algo simples:
nenhum artigo é validado se ignora o clássico.
A origem do conceito.
Quem formulou a regra.
Fiz o paralelo com o mercado.
Se existem autores clássicos no pensamento,
existem marcas clássicas na construção do imaginário.
São poucas.
Muito poucas.
A maioria interpreta.
Algumas traduzem.
Raríssimas definem.
Pesquisa eficiente não é sobre ver tudo.
É sobre saber quem observar.
No design, isso fica explícito.
No Salone del Mobile, por exemplo, o ruído é enorme —
mas quem dita a direção está lá.
A pergunta nunca foi “o que está acontecendo?”
A pergunta é: “quem está criando o que vai acontecer?”
Tendência não nasce na repetição.
Nasce na origem.
