Spielberg estava falando de cinema. Eu ouvi arquitetura
No SXSW 2026, uma frase de Steven Spielberg inspira um olhar sobre sensação, matéria e um futuro menos técnico
Spielberg não falou de cinema. Falou de matéria.
Na última semana acompanhei as notícias do SXSW 2026.
Muita coisa sobre tecnologia, inteligência artificial, futuro…
Mas um discurso, em especial, me chamou atenção.
O do Steven Spielberg. Ele estava falando de cinema. Mas, pra mim, parecia que ele estava falando de algo maior.
Ele disse, basicamente, que no fim das contas as pessoas não lembram exatamente do que veem, e sim lembram do que sentem. E isso ficou comigo.
Porque vale pra tudo.
Para um filme. Para um espaço.
Para um material.
A gente pode explicar, justificar, mostrar mil referências… Mas o que realmente marca é a sensação. A luz que bate de um jeito específico. A textura que não é perfeita. O ambiente que te faz parar, mesmo sem você saber por quê.
Talvez o futuro não seja sobre fazer coisas mais tecnológicas. Mas sobre fazer coisas que as pessoas sintam mais.
E talvez seja por isso que, cada vez mais, eu me interesso menos pela superfície perfeita e mais por aquilo que parece vivo.




Ambientes, superfícies e materiais devem ser capazes de provocar sensações (Fotos: Thirdman [1] / Luis Zambrano [2] / Alexander Mass [3] / Letícia Alvares [4])
Chris Ferreira é consultora em branding e inovação, com especialização no mercado de architectural surfaces. Atualmente trabalha apoiando empresas na construção de valor por meio da integração entre branding, cultura do design e comportamento de mercado